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21 de out de 2013

A obediência

Nada de fundamental se pode realizar se se é egoísta, se se é orgulhoso.
Obedecer é uma alegria, porque é uma forma de se dar; de se dar conscientemente.
Obedecer é um dever, pois o bem comum depende da conjunção disciplinada de todas as energias.
A sociedade humana não é uma nuvem de mosquitos encarniçados e enlouquecidos lançando-se ao vento segundo o seu interesse e o seu humor, mas é um grande complexo sensível, que a anarquia converte em estéril ou perigoso, enquanto que a ordem e a harmonia dão possibilidades ilimitadas.
Um povo rico, composto por milhões de indivíduos isolados egoisticamente, é um povo morto.
Um povo pobre, em que cada qual reconhece inteligentemente os seus limites e as suas obrigações, obedece e trabalha em equipa, é um povo vivo.
A obediência é a forma mais elevada do uso da liberdade.
É uma manifestação constante de autoridade; autoridade sobre si mesmo que é a mais difícil de todas.
Ninguém sabe, na verdade, dirigir a todos os demais se não soube antes dirigir-se a si mesmo; dominar o corcel orgulhoso que, dentro de cada qual, teria querido lançar-se loucamente ao vento da aventura.

Depois de ter obedecido, então sim podemos mandar, não para gozar brutalmente do direito de afastar os outros, mas porque a chefia é uma coisa magnífica quando tende a disciplinar as forças impacientes dos demais e a conduzi-las á plenitude do seu rendimento, manancial supremo da alegria.

Leon Degrelle
Almas ardendo